quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

M



Pelo receio do não, quantas vezes deixamos de ouvir o sim?
Pelo receio do sim, quantas vezes ficamos no talvez?
E o que acaba nos acompanhando é o quase...
E o quase é surdo, mudo, cego, é fechado e paralisa.

Que venha o não e o sim, acompanhados de sinais, caminhos, rumos e direções.
Chega de incerteza!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Beijos


L



Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida.

Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
restitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos.

És livre,
escolhe,







ou seja: inventa.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

J



Vem sem receio: eu te recebo
Como um dom dos deuses do deserto
Que decretaram minha trégua, e permitiram
Que o mel de teus olhos me invadisse.

Quero que o meu amor te faça livre,
Que meus dedos não te prendam
Mas contornem teu raro perfil
Como lábios tocam um anel sagrado.

Quero que o meu amor te seja enfeite
E conforto, porto de partida para a fundação
Do teu reino, em que a sombra
Seja abrigo e ilha.

Quero que o meu amor te seja leve
Como se dançasse numa praia uma menina.


OOOOOOOOOOOOOOOOOOO





segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

I



A solidão

é o destino de todos os espíritos eminentes.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOO



OOOOOOOOOOOOOOOOOOO

domingo, 20 de dezembro de 2009