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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013





Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.



sábado, 21 de abril de 2012


... Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012





Há
tanta 
suavidade 
em nada dizer 
e tudo se entender ...



domingo, 5 de fevereiro de 2012





Em horas inda louras, lindas
Clorindas e Belindas, brandas,
Brincam no tempo das berlindas,
As vindas vendo das varandas.
De onde ouvem vir a rir as vindas
Fitam a fio as frias bandas.



Mas em torno à tarde se entorna
A atordoar o ar que arde
Que a eterna tarde já não torna!



E em tom de atoarda todo o alarde
Do adornado ardor transtorna
No ar de torpor da tarda tarde.



E há nevoentos desencantos
Dos encantos dos pensamentos
Nos santos lentos dos recantos
Dos bentos cantos dos conventos…
Prantos de intentos, lentos, tantos
Que encantam os atentos ventos.




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

___


Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos. 
Nem tão longe e nem tão perto. 
Na medida mais precisa que eu puder. 
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida, 
Da maneira mais discreta que eu souber. 
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar. 
Sem forçar tua vontade. 
Sem falar, quando for hora de calar. 
E sem calar, quando for hora de falar. 
Nem ausente, nem presente por demais. 
Simplesmente, calmamente, ser-te paz. 
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender! 
E por isso eu te suplico paciência. 
Vou encher este teu rosto de lembranças, 
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

.
AMOR
M
O
R



Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é desumano, porque o humano é imperfeito.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

.
As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais.


sábado, 13 de agosto de 2011

@



Amar é cansar-se de estar só:

é uma covardia portanto,

e uma traição a nós próprios (importa soberanamente que não amemos).

quinta-feira, 7 de julho de 2011



.
O amor




é uma amostra mortal da imortalidade.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

//

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim, nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível, e que esse momento será inesquecível.




♥

Tu
infinitamente
no meu
pensar...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

T



Sorriso audível das folhas,
Não és mais que a brisa ali.
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.

Ri, e olha de repente,
Para fins de não olhar,
Para onde nas folhas sente
O som do vento passar.
Tudo é vento e disfarçar.

Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou;
E estamos os dois falando
O que se não conversou.
Isto acaba ou começou


quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

♡ ♡ ♡

Minha alma está cansada da minha vida

♡ ♡ ♡

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

U



O modo de encarar a vida, ou, pelo menos, certos aspectos da vida, varia de país para país, de região para região. A humanidade, sem dúvida, é a mesma em toda a parte. Sucede, porém, que em toda a parte é diferente.

sábado, 21 de novembro de 2009

e


Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.

E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.

Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

ró





Deve chamar-se tristeza
Isto que não sei que seja
Que me inquieta sem surpresa
Saudade que não deseja.
Sim, tristeza - mas aquela
Que nasce de conhecer
Que ao longe está uma estrela
E ao perto está não a Ter.
Seja o que for, é o que tenho.
Tudo mais é tudo só.
E eu deixo ir o pó que apanho
De entre as mãos ricas de pó.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

dd

Deus quer,
o homem sonha,
a obra nasce.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

‘•¸




O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos.
.
O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

#


Contemplo o lago mudo
Que uma brisa estremece.
Não sei se penso em tudo
Ou se tudo me esquece.

O lago nada me diz,
Não sinto a brisa mexê-lo
Não sei se sou feliz
Nem se desejo sê-lo.

Trêmulos vincos risonhos
Na água adormecida.
Por que fiz eu dos sonhos
A minha única vida?
#

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥



Se perder um amor... não se perca!

Se o achar... segure-o!

Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.

O mais... é nada.


♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥.:.♥