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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012





Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?

A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.

A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.


domingo, 4 de março de 2012

❤●•٠·˙






Não te chamo para te conhecer
Eu quero abrir os braços e sentir-te
Como a vela de um barco sente o vento



Não te chamo para te conhecer
Conheço tudo à força de não ser



Peço-te que venhas e me dês
Um pouco de ti mesmo onde eu habite




sábado, 4 de dezembro de 2010

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Solitários
pilares dos céus pesados,
Poetas nus em sangue, ó destroçados
Anunciadores do mundo
Que a presença das coisas devastou.
Gesto de forma em forma vagabundo
Que nunca num destino se acalmou.



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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

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ErAs o primeiro dia inteiro e puro
Banhando os horizontes de louvor.

Eras o esPírito a falar em cada linha
Eras a madrugada em flor
Entre a brisa marinha.
Eras uma vela bebendo o vento dos espaços
Eras O gesto luminoso de dois braços
Abertos sem limite.
Eras a pureza e a força do mar
Eras o conhecimento pelo amor.

Sonho e presença
de uma vida fLorindo
Possuída suspensa.

Eras a medida suprema, o cânon eterno
Erguido purO, perfeito e harmonioso
No coração da vida e para além da vida
No coração dos ritmos secretos.


domingo, 30 de maio de 2010

...Chamo-te



Chamo-te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que não quero ver.
Peço-te que sejas o presente.
Peço-te que inundes tudo.
E que o Teu reino antes do tempo venha
E se derrame sobre a Terra
Em Primavera feroz precipitado.