sábado, 20 de março de 2010

p


após flechar-me - insatisfeito -
o coração, o deus do Amor,
tatuou-se no meu peito!

sexta-feira, 19 de março de 2010

o



portas que se fecham sem se saber muito bem o porquê...

quinta-feira, 18 de março de 2010

n



Aqui já estive, um dia quero voltar ..........

Contigo!!!

quarta-feira, 17 de março de 2010

m



A solidão bate,
eu não sei o que fazer,
não sei o que pensar.

Mas sinto, sinto um vazio na alma

Neste momento estou muito mais do que triste,

Estou aos pedaços, nem meus cacos eu consigo juntar.

Hoje é um daqueles dias vazios…plenos de nada…

A alma plaina, sai do corpo…
viaja … procurando…

Mas volta, volta sempre...
e com ela voltam os pensamentos, o vazio...

Haverá o dia em que de alma vazia…
por quimera ou por magia…

O meu espírito se encha de alegria...

(Autor desconhecido)

terça-feira, 16 de março de 2010

l



........
Vinha trazendo no coração uma mágoa antiga que só fazia doer. Não sabia o que fazer com ela. E como apertava... E como doía... Ficava ela ali no canto esquerdo, bem quieta. Dava os ares de sua graça nas horas mais impensáveis. E como manchava... E como mexia... Pulava no peito como bola desgovernada que desce a ladeira sem olhar para os lados. Queria esquecê-la. Queria traí-la. Trancá-la lá fora sem pena da chuva. Deixando-a molhar como pano de porta, que sem borda aos poucos se encharca. Queria poder juntá-la com as mãos e com desespero de marujo perdido, arrancá-la para fora do barco. Deixá-la à deriva em companhia das ondas. Ela que se salvasse. Que se afogasse lentamente na imensidão fria dos mares. De longe eu acenaria em meu iate invencível, lamentando por não ter feito isso há mais tempo. Feliz por ter extirpado todo o tumor. Chegaria em casa tranqüila, talvez cansada da viagem. Tomaria uma Novalgina e iria cheia de graça pra cama. Sonharia com cores impossíveis e palavras ainda perdidas. Acordaria plena. Descansada. Completamente feliz. Escreveria meus versos roubados do invisível e ouviria os sons capturados do mundo. Prosseguiria vivendo a procura do irreal e do permitido. E seria feliz se não fosse a falta que se alojaria no peito clamando pela mágoa uma vez perdida, a reclamar junto com a lua sua ausência.

segunda-feira, 15 de março de 2010

j



Ao contrário da ideia assente
A palavra não é criadora de um mundo;
O homem fala como o cão ladra
Para exprimir raiva, ou medo.

O prazer é silencioso,
Tal como o é o estado de felicidade.

domingo, 14 de março de 2010

cart10

_ama zonas(7b)