quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O pescador

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Abri a ostra e encontrei a pérola
Um leve beijo com o toque da língua,
Fez ela morder o lábio e mergulhar
Arrepiada no oceano de fogo
E urna gigantesca onda de calor
Banhou seu tênue corpo salgado
o vento uivou desconcertante
Completamente alucinado
Por cima das nuvens de nácar
Comprimindo os sons
Com um aperto, um urro
E um puxão de cabelo
Fiquei tonto, totalmente inebriado
Com a beleza desta jóia
De valor inestimável
Continuando minha busca
De cultivar sempre
A beleza rara
E deliciosamente pronta a ser aberta
Da sensível ostra.
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2 comentários:

lisse disse...

Rasgam-se as nuvens,
ajoelha o vento ao mistico passar
do cultor de joias raras...

beijo

NAFTAMOR disse...

lisse,

Continuando a abrir, quando posso,
jóias raras de encontrar; deve ser da Poluição.

Um beijo